AMD confirma AM5 até 2029 com Zen 6 e Zen 7: novo soquete só com DDR6 e PCIe 6
AMD confirma que AM5 terá suporte até 2029 com Zen 6 e Zen 7. Novo soquete só chegará quando DDR6 e PCIe Gen 6 fizerem sentido para o mercado.

Imagem: Reprodução Windows Central
A AMD resolveu dar um fôlego extra ao AM5. Em entrevista coletiva durante a Computex 2026, o vice-presidente e gerente geral de Ryzen e Radeon, David McAfee, confirmou que a plataforma vai receber novas arquiteturas e produtos até 2029. A notícia é um alívio para quem montou ou planeja montar um PC com soquete AM5: não vai precisar trocar de placa-mãe tão cedo.
A decisão, segundo a AMD, tem a ver com o momento do mercado. A disparada nos preços das memórias DDR5 — a tal ‘RAMpocalypse’ que já afeta o bolso de quem monta PC — fez a empresa repensar a pressa em migrar para um novo soquete. Em vez de forçar uma transição cara e dolorosa, a AMD prefere esperar o momento certo.
E esse momento, de acordo com McAfee, só vai chegar quando duas tecnologias fizerem sentido juntas: a memória DDR6 e o padrão PCIe Gen 6. Até lá, o AM5 segue firme.
O que vem por aí no AM5 até 2029
O plano da AMD é ambicioso. A empresa já confirmou que o soquete AM5 vai receber pelo menos duas novas arquiteturas: a Zen 6 (codinome Olympic Ridge), prevista para 2027, e a Zen 7 (codinome Grimlock), que deve chegar em 2028. Além disso, a empresa deve lançar versões atualizadas de chips existentes, seguindo a mesma estratégia de ‘refreshes’ que deu certo no AM4.
“Em 2026, olhamos para a janela e vimos que ela está se abrindo ainda mais. Temos produtos que suportam isso. Acreditamos que o ecossistema de memória claramente suporta. E temos confiança de que vamos trazer novos produtos e arquiteturas para a plataforma AM5 até 2029“, disse McAfee, em tradução livre.
Por que a AMD não troca o soquete agora
McAfee foi direto ao explicar os critérios para uma mudança de plataforma. Para ele, um novo soquete é uma mudança “disruptiva” na placa-mãe, que exige um redesenho completo do roteamento de memória, integridade de sinal, PCIe e entrega de energia. “Antes do AM4, a AMD mudava o ecossistema de placa-mãe a cada um ou dois anos, e era incrivelmente doloroso para os usuários”, lembrou.
A empresa agora adota uma abordagem de três fatores para decidir quando pular para um novo soquete: a chegada de novos padrões da indústria (como DDR6 e PCIe Gen 6), se esses padrões trazem um ganho real de experiência para o usuário, e se as necessidades dos gamers e entusiastas mudaram a ponto de exigir um novo soquete.
“PCIe Gen 4 para Gen 5 gerou um aumento significativo de custo nas placas. E, em muitos casos, o benefício para o usuário não era tão perceptível. O jogo carregava mais rápido? O sistema bootava mais rápido? Não era tão notável“, ponderou McAfee.
Ou seja: a AMD não quer repetir o erro de lançar um padrão novo que encarece o hardware sem trazer benefício real para quem joga ou monta o próprio PC.
X3D e a saída inteligente para a crise de memória
Um dos trunfos da AMD nesse cenário é a tecnologia 3D V-Cache, presente nos processadores Ryzen X3D. McAfee destacou que, em testes com 30 jogos, a diferença de desempenho entre usar um único pente de memória (single DIMM) e dois pentes (dual channel) em um processador X3D foi de apenas 0,5% — algo imperceptível na prática.
“Para muitos gamers, isso pode representar uma economia de algumas centenas de dólares no custo da montagem, que pode ser investido em uma placa de vídeo melhor ou em outro componente”, explicou o executivo. “E, no futuro, quando o usuário tiver dinheiro, pode simplesmente adicionar um segundo pente de memória.“
A jogada é esperta: em um momento de preços altos de DDR5, a AMD oferece uma alternativa que não exige gastar rios de dinheiro em memória para ter desempenho de ponta em jogos.
Overclocking: AMD quer dar mais liberdade
McAfee também comentou sobre overclocking. Ele admitiu que, no passado, a AMD “espremia” toda a margem de overclock dos processadores antes de lançá-los, deixando pouco espaço para os entusiastas brincarem. “Nossa estratégia com esta geração e com as futuras é muito diferente”, garantiu.
A empresa quer oferecer mais headroom para overclock, tanto para quem busca mais performance bruta quanto para quem prefere fazer undervolt e extrair mais eficiência energética dos chips.
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A mensagem da AMD é clara: o AM5 veio para ficar, e a empresa está disposta a esperar o momento certo para dar o próximo passo. Enquanto DDR6 e PCIe Gen 6 não se tornarem uma realidade acessível e com benefícios reais, o soquete atual continua sendo a casa dos processadores Ryzen. Para quem está montando um PC agora, a tranquilidade de saber que a plataforma tem futuro até o fim da década é um alívio e tanto.
Fonte: Wccftech
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